HCI Investimentos é destaque no Valor Econômico

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Por Adriana Cotias, Valor — São Paulo

 


 

De um escritório de 25 metros quadrados com oito posições e zero de custódia, para uma área de 400 metros, com 28 pessoas, num prédio elegante da avenida Juscelino Kubitschek, onde estão o private banking do Safra e do Bradesco. Em pouco mais de um ano na rua, a High Capital, assessoria de investimentos ligada à XP, caminha para o seu primeiro bilhão de reais sob assessoria. Com cinco sócios-fundadores, entre eles Alberto Setubal e João Paulo Luque, todos com larga experiência em bancos, o plano é chegar a 2021 com R$ 5 bilhões e em cinco anos se transformar numa instituição financeira, DTVM ou mesmo banco.

O sobrenome famoso não deixa dúvidas. Alberto é primo do co-presidente do conselho de administração do Itaú Unibanco Roberto Setubal. Por 19 anos, ele esteve no private banking da instituição, sendo quatro deles na subsidiária europeia, em Luxemburgo. Antes, trabalhou na Cargill e no segmento corporate do BankBoston. É essa experiência, que casa o conhecimento do mercado local e do “offshore” na assessoria a grupos familiares com seus respectivos negócios, que ele espera replicar nessa virada de carreira. O Itaú tem uma participação de 46% na XP.

Quando deixou o banco em 2016, a ideia era fazer algo diferente, mas ele se viu tentado a voltar para o mercado financeiro porque enxergou a chance de construir algo novo numa estrutura menos engessada. “O que aconteceu com a High Capital neste um ano é expressão do que se vê no mercado. Eu já vinha acompanhando o movimento desde 2017, e temos visto uma aceleração (...) Nós, com experiência de ex-bancários, sabemos a dor do investidor e a oportunidade trabalhando o patrimônio. Um conglomerado como a XP dá a oportunidade de trazer um ‘cross selling’ mais rico para o cliente.”

A intenção da High Capital é aproveitar a segunda onda de crescimento da própria XP, que agora se volta para o atendimento a empresas, após a chegada do ex-presidente do J.P. Morgan José Berenguer para comandar o Banco XP. “O mato no mercado de pessoa jurídica está alto, tem muita oportunidade”, diz Luque. Ele conta que o time vem sendo montado para trazer o profissional com perfil para ter a visão global do cliente.

Um dos executivos, Mario Tomadon, por exemplo, é especialista em renda variável, foi diretor financeiro da Merrill Lynch e atuou como gestor na BRZ Investimentos. Regina Prataviera, que montou a seguradora do BankBoston no Brasil, vai estruturar a área de seguros. A empresa vai contar também com uma mesa internacional, que quer ser referência em câmbio, e já tem capacidade para atender o cliente do middle market.

Na pessoa física, Luque diz ver espaço no perfil com patrimônio de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões, com Rita Briebauer, que montou a área de alta renda do Bradesco quando o banco comprou o HSBC, como responsável pela expansão.

Esse cliente milionário está abandonado no banco. O gerente liga para vender capitalização, consórcio, seguro, não dá assessoria para crescimento do patrimônio e sucessão”, diz Luque. O projeto prevê chegar a outras praças e se estruturar para se transformar numa DTVM ou banco.

Questionado se o movimento para uma assessoria independente, mirando o cliente bancário tradicional e profissionais que construíram carreira no setor, não criaria algum tipo de constrangimento no entorno familiar, Setubal afirma que a High Capital “não está tirando ninguém de banco, que a opção é do cliente e do profissional”. Luque acrescenta que o segmento dá oportunidade para profissionais que sonham em construir carteira e desenvolver uma rede de relacionamentos, já que produto financeiro virou commodity.

 

 

 

 


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